caraminholas sobre Torto Arado

um ensaio crítico-viajandão sobre o romance de Itamar Vieira Jr. e suas possibilidades
tempo tempo tempo (tentemos acordos conosco)

poemas de tempos, a(o) tempo, sob(re) temporais e tanto mais, pois é sempre tempo
a palavra

Escrevo, escavo, invento. A palavra: áspero diamante. Quem há de adestrar suas lâminas?
poemas poemas poemas

apanhado de punhados
des-modos (ensaio crítico)

uma leitura de Íntimo Desabrigo, livro de poemas de Tarso de Melo
duas noites e um talvez

sobre como amor e incompreensão podem ser parecidos…
poemas de oficina

poemas-exercício tecidos com carinho e entusiasmo nas oficinas do Rafael Zacca e do Fábio Pessanha
Outros poemas em mim que não entendo

(A criação não é uma compreensão, é um novo mistério — Clarice, a bruxa)
O pai e eu

Caminhávamos.
(Uma semana antes, no dia dos pais, enterráramos a companheira dele. Infarto fulminante, não sofreu. Sofríamos nós. Menos mal: os vivos sofrem sempre; ao menos os que morrem, então, não sejam obrigados a mais que esse extremo: cessar. E nós?)
E nós?:
Caminhávamos.
poemas em mim que não entendo

Sempre tive um forte apego por compreender. O que em literatura, e talvez especialmente em poesia, é um obstáculo a ser vencido.