A cena grávida

Publicado em 08/2020 – (créditos da imagem: Cena de Bar, 1938 — Milton Dacosta)
poemas-ponte (do isolamento pra fora)

Depois de algumas prosas pandêmicas e pequenas pulsações poéticas, quero erguer pontes, precariamente e a medo, entre esta alguma coisa em mim que não entendo — ainda mais aqui dentro, em tantos sentidos, durante este isolamento — e (vocês) lá fora:
Carta-ensaio sobre as entrelinhas

(para Rodrigo Oliveira, a respeito de Carcaça, de Josoaldo Lima Rego):
Oi, irmãozinho.
Como tá-tu?
pequenas pulsações poéticas

o poema (ainda) pulsa. por baixo, por dentro, por trás, por sobre, por nós, por vós, por elas, por tudo. e é preciso que pulse, e que possamos pulsá-lo(s) na plenitude de suas potências.
Contos Quarentenários (ou Prosas Pandêmicas)

Baratas (ou Prenúncios da Peste): No duodécimo dia, vieram as baratas.
Alguma coisa em mim que eu não entendo

eu não sei como começar. nem como seguir.
mas sigo.
(e você, como faz?)