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relendo um caderno antigo
reencontro em letra minha:
a felicidade também
é uma disciplina
onde antes era sábio
e nem sabia
hoje tudo que enxergo
é poesia
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a árvore, em toda sua tortuosidade
contra o claro dos altos, por quê?
galo depenado em vegetal esqueleto
esvaziado de cor, só bruteza do tronco
a beleza é um dom
a dos vazios, difícil
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doer é
(por vezes)
meio quase
de gozar
às vezes
nem
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antecipar a fome
para fugir à febre
justapor sabendo
a impossibilidade
da justeza
gastos calóricos &
descargas dopaminérgicas
entre o agora
& o depois
# o sítio ensina
nas frestas de silvos
e cantos de pássaros
(silêncio é falácia)
lanceando o sol
e suas sombras
(todas verdes)
por entreângulos
em sua matéria
de terra e neblina
(água fresca é mato)
o sítio salva
— poemas originalmente publicados em duas edições da coluna “Alguma Coisa Em Mim Que Não Entendo”, na Revista Vício Velho: poemas instagramáveis e poemas de inverno






