tetris

um poema-montagem

batráquio

sorriso

eu tu ele nós vós e eles

também

gastronômico

indubitavelmente

maforrico

azul

dentro

fora

entre

saia

cal

qual

onde

sempre

antônimos

parônimos

sinônimos

embora não

cognatos

porque solfejos

feitos nuvem

ciranda

deus

abstrato

neopalpável

a abrir

todavia fechar

porém re

anti sim

sem não

sobretudo ué

fom fom

kabuletê

talhado

encravada

pobrema

ilegível

cabeleleiro

trema

saudade

ausência

enjambe-

ment

arcaísmo

pernóstico

internet what

else

je ne sais

quoi

cabrón

flor

amiúde

 

cientificomédico

 

tipo assim

parafuso

parapeito

paredão

paraná

pataxó

podexá

ou

bem putinho

pari passu

pé de vento

poxa

ponto-e-vírgula

pausa

distração

unhas arranhando o quadro negro

qual o quê

qualé mermão

palíndromo

ovo

às sete

em nove

do meu

sentimento

cheio de

esvaziar

o que amarga

e não se entende

nem se pode evitar

 

escolha as palavras

(com seus

esc(a/o)ndidos silêncios)

e diga um poema

 

(mas não me conte)

 

Livros

lagarta chã

Daí a brisa forte e sadia que vem deste novo livro de Thássio Ferreira, muito felizmente chamado lagarta chã. Algo que responde ao mundo, mas anseia o que não se contenta na resposta – antes convoca, aponta, desdobra.

O que temos aqui é, como nunca deixará de ser necessário, um encantamento múltiplo com o ponto mais chão, a coisa mais chã: das turbinas às lagartas, dos mucos às galáxias, passando pelas casas, as plantas, os poetas, os corpos, as parafernálias que fazem uma vida, muitas vidas.

(Guilherme Gontijo Flores)

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Nunca estivemos no Kansas

Vinte e dois contos que transitam por diversos cenários, relações humanas e estruturas narrativas, construindo uma cartografia de arestas e descaminhos, desde um idílio qualquer onde nunca estivemos — individual e coletivamente — até o presente e além.

Parte dos contos reunidos angariou prêmios como Off-Flip (2019) e Prêmio Cidade de Manaus (2020), foi finalista do Prêmio Sesc (2017) e publicada em veículos como Jornal Rascunho, Revista Garupa e Vício Velho.

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agora (depois)

Em seu terceiro livro, Thássio Ferreira desnovela a linha do tempo de uma história de amor, de trás para frente, em 52 poemas organizados em duas partes: um “agora (depois)” instalado com a separação; e o “agora” anterior, do início do relacionamento até sua crise. Dividindo esses dois tempos, um retrato em prosa do momento fatal em que o barco se desamarra do cais.

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Itinerários

Itinerários, de Thássio Ferreira, vencedor do I Concurso Literário Editora UFPR, em sua linguagem agradável, técnica refinada no uso de rimas internas e externas, ritmos cadenciados, ecos verbais e temáticos, bem como suas aliterações e assonâncias sutis, promovem uma poesia impactante que envolve e encanta.

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